Estamos a dez dias dos 2 anos. Dizem que são terríveis mas eu acho que essa terribilidade já assentou arraiais por aqui. Pelo menos quero acreditar que sim.
Eu não gosto de ir ao parque infantil. Embora seja aqui bem perto e seja, aparentemente, um sítio tranquilo, a verdade é que não gosto deste parque. Está geralmente cheio, muitas crianças são mais velhas (e o T. gosta de copiá-las não tendo ainda capacidade para fazer as mesmas brincadeiras), há muita correria, zona com pedregulhos e o terreno é a descer. Não morro de amores pelo sítio. Mas o que eu não gosto mesmo é da birra, que é certa, na hora de ir embora. Por ele ficávamos até ao dia seguinte mas como há mais vida para além do parque, não dá para ficar.
Hoje, depois de um passeio que estava a correr lindamente, lá fomos ao parque infantil e na hora de ir embora, lá veio mais uma birra. Feia, muito feia. Com direito a arranhadelas, puxões de cabelo e muitos gritos. Não gosto de dar palmadas ao meu filho, tenho dúvidas sobre a sua eficácia e não me parece sensato ensiná-lo a não bater, batendo. Acredito que a melhor forma de educá-lo é modelando o meu próprio comportamento e, eventualmente, quando o seu desenvolvimento o permitir, ele perceberá que não se bate a ninguém. Mas apesar de acreditar que esta é a melhor abordagem, às vezes não consigo fazê-lo. Quando me puxou o cabelo, dei-lhe uma palmada. A birra não amainou muito e entre levá-lo a ele e à bola que trazíamos connosco no meu colo, a minha irritação ia aumentando. Um verdadeiro malabarismo no meio da birra. Já disse que estava frio e vento? Não ajudou.
Ultimamente este comportamento tem-se acentuado. Curiosamente, enquanto estivemos em Portugal, aconteceu muito menos. Não sei se será o facto de estar deslocado, fora do seu ambiente normal, que o leva a ficar mais "reservado". A verdade é que assim que regressámos a Inglaterra, voltou a bater mais. Confesso que não sei exactamente como lidar com isto. Não quero bater-lhe mas quero que compreenda que é um comportamento inaceitável. Sei que esta é uma fase natural do desenvolvimento infantil pela qual muitas crianças passam mas não me parece certo deixar estas birras passarem em branco.
Enfim, de regresso a casa, pazes feitas e mimos trocados. E amanhã, certamente, haverá outra!
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