Foi um fim-de-semana de emoções fortes em Portugal. Não sou muito religiosa e não sou (de todo) benfiquista. Há muitos anos também que não seguia o Festival da Canção. Mas foi bonito, tudo isto. Bem sei que não há maneira de se viver em êxtase constante, nem isso seria desejável, mas alegro-me tanto quando vejo o meu país feliz! Talvez seja coisa de emigrante, de quem transpira saudade todos os dias; talvez seja apenas felicidade por ver um povo que se auto-mutila constantemente a festejar. Se há coisa que aprendi sendo emigrante, foi a ver os portugueses com cores mais autênticas. Adoramos queixar-nos, é assim uma espécie de desporto nacional. Mas sobretudo, temos uma descrença em nós próprios que raia o patológico. Não somos os melhores em muitas coisas e não precisamos de sê-lo mas precisamos de nos alegrar com o que temos e fazemos de bom, sejam eventos, músicas ou outra coisa qualquer. Não temos de ter permissão para sermos e nos sentirmos orgulhosos, há coisas que realmente fazemos bem. Temos sim, de acreditar mais em nós, nos nossos talentos e naquilo que nos foi garantido à nascença: muito sol, boa comida e uma geografia maravilhosa.
Ganhámos a Eurovisão com uma canção verdadeiramente bonita e eu enchi-me de orgulho.
Uma boa semana!
Ilustração pelo meu querido amigo João Rodrigues

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